

Este...diferente, vazio, tão estranho que nem o sinto como meu.
Obrigada.
Edição: 01/03/2010


O tempo passa. Sinto que está próximo o fim. Quase lhe sinto o gosto, o cheiro. É com ansiedade, com desejo, que o vejo aproximar-se. É a pensar que está próximo que me motivo a continuar. Mas no quadrante superior esquerdo do coração, algo bate forte, muito forte. Ganhei conhecimentos, cresci, conquistei vitórias e encarei várias derrotas, bebi quase até cair para o lado, fiquei sóbria a rir-me dos outros, conheci professores para uma vida, outros para o livro de anedotas, fiz amigos e inimigos, enganei-me e enganaram-me, fui traída, fui assediada, diverti-me a aborreci-me. Aprendi que a melhor parte de se ser Enfermeiro é o carinho que os utentes nos dão. Aprendi que sozinhos não somos nada, nem podemos nada. Acampei pela primeira vez e repeti-o. Descobri que dormir com a João e a Joana é uma bela aventura. Percebi que não sou fácil, nem enquanto pessoa, nem enquanto aluna. Aprendi a estar longe.
Desta viagem, que ainda tem um longo percurso a caminhar, sei que vou levar:
